quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Não poderias saber

nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo algumas perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. E pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. Em silêncio."



Caio F. Abreu.

sábado, 25 de abril de 2009

'Um homem para estar completo precisa de varias coisas.
Precisa de alguém para amar, e alguém que o ame, não necessariamente nesta ordem, não necessariamente o mesmo alguém;
Precisa de amigos para cantar, dançar, gritar e chorar;
Precisa de uma família, para escutar e se calar, para abraçar e para suprir necessidades básicas;
Precisa de uma crença, não de uma religião, mas precisa encontrar Deus em algum canto remoto da sua consciência para poder se guiar;
Precisa de uma casa para ter onde voltar a noite, e um objetivo para poder seguir enquanto estiver acordado;
Não precisa saber exatamente aonde quer chegar, mas necessita saber onde ele não pode ir.
Existem homens que fazem do instrumento da sua orquestra, a própria orquestra, e são esses que se perdem no caminho.
Por que temos que saber que o conjunto é que faz as coisas, e a própria vida valer a pena, e não apenas uma parte dele.
Existem aqueles que se apegam a uma religião utópica, sem saber que o que Deus busca no ser humano não é um seguidor, mas sim fidelidade a felicidade interior. E que sendo feliz, estará fazendo feliz todos os que o cercam.
Existe quem busque em drogas, ou em outras pessoas, o que te complete, sem saber que, essas coisas além de não o completarem, aumentarão mais ainda o seu vazio interior.
Existe quem estude como loucos, e acaba no fim que por saber demais, ele esqueceu de estudar coisas básicas, que não estão em livros, como sentimentos que por mais que tentamos descrever não conseguimos.
Existem também aqueles que cultuam tanto a embalagem, e acabam deixando o conteúdo passar do prazo de validade.
Temos que entender, que o que nos faz bem e o que nos faz feliz, não necessariamente fará os outros felizes na mesma intensidade.
E que o dinheiro é uma parte do que nos faz feliz, mas não pode ser durante todo o nosso tempo o nosso objetivo.
Não adianta ter uma boa semente, e um solo podre.
Um dia de nossas vidas temos que viver sobre todas as regras, e no dia seguinte, esquecer todas elas, e fazer a própria regra, e inventar o próprio jogo.
Quem calcula muito, acaba por não saber o valor dos números, e que não calcula, não dá valor a nada.
Temos que encontrar a nossa sintonia, e o que faz a nossa cabeça.
Quem fala muito não diz nada, e quem não fala, não transmite o que quer dizer.
Equilíbrio é uma questão de ponto de vista, cada um tem o seu.
Respeito é a palavra chave, e o certo e o errado também é ponto de vista. Do ponto de vista certo, todo mundo está certo.
E se você estiver feliz, continue. Se estiver triste, abandone.
Não procure culpado, mas ache o problema. Pois se alguém está errando é por que não sabe o que esta fazendo, ou ninguém disse que estava fazendo errado.
Reflita, Sorria, Dance, Grite, Pule, Abrace, Beije.
Se errar peça desculpa, e se errarem tenha calma e perdoe.
Por que afinal, no final, não vai sobrar o que você tinha, mas sim quem você foi, e o sentimento que você proporcionou as pessoas. Não se conforme, Lute pelo certo, lute pelo seu certo.
E saiba que se estiver tudo certo, com certeza tem algo errado.'


Guilherme Carvalho.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Clarice Lispector.

“É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente
arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.”



domingo, 12 de abril de 2009

É bom se sentir assim, se renovar. É como se não existisse absolutamente nada de ruim dentro de mim. Como se todas as coisas pertubadoras que me mantinham confusa sumissem sem a miníma explicação, e (re)surgissem diversos motivos para sorrir sem fingir. Motivos, daqueles inexplicáveis; daqueles que ninguém consegue entender o porquê, nem eu mesma. Talvez porque realmente não exista um porquê. Um motivo sem motivo.


Mariana Dandara;

"A maior virtude do ser humano é manter um sorriso no rosto enquanto o coração explode de dor ."



segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Eu não tenho medo de ser eu mesma.
Doa a quem doer, eu assumo."


Maysa.


sábado, 21 de março de 2009

Barbie blogueira;

"O William Carlos Williams tem uma poesia sobre nojo de homem, sabia? Sei, sei. É tipo eu chamar Tati Bernardi Tatis? Minha filha, é um poeta maravilhoso. Eu não gosto de poesia. Vou pegar uma coisa aqui que você vai gostar, calma ai. Perai que vou pegar um banquinho, tá lá em cimão. Eita, sua cueca é marinha? É marinho. Ahhh. Achei! Olha só. Kaváfis! Oi? Tá, tudo bem, fica conhecendo agora, sem problemas, vou ler pra você: “ohh macedônios…”. Pode parar! Tem certeza? Absoluta, tô fora de qualquer coisa que comece com “ohhh macedônios…”. Você é chatinha heim, Chatiane? Eu, né? Não é o “cagaris” que é chato não. Sou eu! Tá, mais uma tentativa! Roberto Piva. Ah, desse eu gosto. Confessa, ce nem sabe quem é. É, acho que não. Ó qui ó: “arcanjos de enxofre bombardeiam o horizonte através
 dos meus sonhos”. Ufa! Beeem melhor… tem algo doce? O vinho me deu hipoglicemia. Tem bis velho na geladeira, quer? Tô me sentindo louca, que tem aí pra louca? Tem Lesley Chamberlain, conhece? Nietzsche chorou no cavalo, ficou louco. Ah, sei, o best seller que ele chorou e tal? Não, filhota, não! Me vê o bis velho? Tem cartas a Theo, tem Quixote. Ah, sei, você é o tipinho que chama gente famosa e morta de apelido como se ele fosse o cara que troca lâmpadas pra você? “Ô Quixotêê, não vai enfiar a faca, heim?”. Tó o bis. Valeu. Sabia que eu escrevo pra TV? Vou escrever um lance aí de quadrinhos. Quadrinhos!? Boa! Boa! Conhece Ralph Steadman? O cara ilustrou Freud, acredita?! Tá velho mesmo esse bis. E “Maus”? O do holocausto, o do Pulitzer… sabe? Hmmm. Art Spiegelman? Hmmmm….não, não sei não. Guido Crepax é lindo, ó. Você é a minha Valentina. Ah, valeu, ela tem peitões. Eu já tive um dia, antes da anfetamina natural do meu sangue ansioso matar enjaulado os meus estrógenos. Olha! Você também é poeta! Meio poesia de folder ginecológico mas já é alguma coisa. Bem mais atual que macedônios, pensa bem. É, mais atual eu não posso negar. Bonita essa música, que quer dizer isso? Quer dizer “te amo e também não”, é Sergie Gainsbourg, conhece? O cara da música universal da trepada? É. Ufa! Conheço! É, digamos que você não conheça exatamente, mas tudo bem. Você é pseudo-comunista? Não, por quê? Porque todo cara louco por mim que fica com pé atrás porque me acha chata é o típico leitorzinho de livro comunista que trata garçom como lacaio... já aconteceu 99 vezes! Isso me lembrou o Raymond Queneau. Responde, você é comunista? Não, se eu fosse esse tipo, não amaria sobre todas as coisas o “Viagem ao fim da Noite”. Sei. Céline fazia panfletos anti-semitas, mas escrevia sobre o tédio da vida como ninguém. Sei. Ce tá tirando sarro da minha cara? Não, eu tô tirando sarro da minha cara, to me sentindo uma imbecil. Não sei porra nenhuma de nada. Tô me achando uma bonequinha na sua mão. É, você é a minha Barbie blogueira. Sou? É. Sabe o que é mais legal de tudo? O quê? Se eu gostasse de você, me mataria agora, mas como não gosto, me dá mais um bis velho e aumenta a música. "



quarta-feira, 18 de março de 2009

"Nossa vida é constituída de tempo. Nossos dias são medidos em horas, nosso conhecimento é medido por anos. Agarramos alguns rápidos minutos em nosso dia atarefado para uma pausa para um café. Voltamos correndo para nossas escrivaninhas, vigiamos o relógio, vivemos de compromissos. E mesmo assim o tempo finalmente passa e você se pergunta no fundo do coração se esses segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e décadas foram gastos da melhor forma possível."


Onde terminam os arco-íris - Cecelia Ahern.