Esperava por cada amanhecer com uma ansiedade que me consumia. Você ia, e me deixava com o coração pulsando desesperadamente, de forma a sentir medo de que um dia seu jeito temporário de me esquecer e ir embora, se transformasse em definitivo. Meus sentimentos sempre foram a flor da pele, como uma menina melosa e romantica que a gente encontra nas páginas de alguns livros. Sempre foi o meu sonho poder transformar nossos momentos em magia, e quando você ia embora por um mísero tempo, eu poderia morrer, sem sentir nenhuma dor!
Meus dias sempre foram assim, e não existia nenhum sinal de que algo em você mudaria, para facilitar a diminuição de algo que passou a ser casual em mim, que eu classificava como o meu sofrimento, que não era nada além do que o reflexo de sua ausencia de preocupação com o que existia ou não em mim. E não passava muito tempo, você voltava. Com aquele seu sorriso que me fazia perder o rumo, e com suas frases feitas que me reconquistavam em questão de segundos. Nunca tive saída, era você chegar, que até mesmo o céu mudava de cor. E aquele cara despreocupado e irresponsável que eu conheci, era assim depois que ultrapassava a porta do meu apartamento; quando ia embora você definitivamente se transformava em alguém que eu não queria afirmar conhecer, alguém que me causava aversão. Mas quando você entrava e fechava porta, se sentava no nosso sofá velho, ligava o rádio e ouvindo nossa música, passava a canta-la, deixava escapar por um tempo considerável todos os defeitos que você mantinha depois que ia embora, depois que saia do nosso mundo, coisas suas.
Aos poucos fui me perdendo de você, até o momento em que você já não surgia em dias nublados para me roubar um sorriso, ou me lembrar como era estranho saber que existia algo em você que completava a parte que me faltava. E passou a ser inutil te buscar em minhas memórias, elas sempre terminavam com algumas doses de whisky, para tentar esquecer os fatos.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
sobre o meu jardim de ilusões;
No verde dos seus olhos eu via cada mentira arder, como o meu coração ardia de desprezo por seus atos. Eu saí, jogando fora todo aquele amor inventado. E você ali ficou, fingindo se importar, tentando me fazer voltar, repetindo a frase que eu por diversas vezes quis acreditar. "Eu te amo, não do verbo amar, do verbo sentir"
Era extrema banalização para tão poucas palavras, era ilusão demais causada por uma só pessoa, e então você a dividia comigo. Você era quem iludia, eu quem acreditava. E assim seguiamos, você estabelecia o jogo, eu seguia todas as regras sem vacilar.
Você me protegia de tudo, do mundo, mas isso não bastava.. isso nunca bastou! Eu sentia o amor me absorver cada vez mais, mesmo sabendo que não deveria acreditar nas suas imensas palavras falsas. E mesmo estando comigo você não disfarçava sua plena dedicação a outras mulheres, algumas mais lindas do que eu, outras mais loiras, outras mais morenas e outras menos dependentes. O meu olhar, o meu corpo, o meu coração dependia de você!
Seus beijos poderiam me matar se fossem realmente verdadeiros. Eu sei que se você me amasse tanto quanto eu te amava, tudo iria ficar bem pra mim, e quem sabe você se sentisse feliz por estar comigo sempre ao seu lado!
Enquanto eu sonhava entre as tulipas do jardim, você desacreditava em tudo, em mim! Porém mesmo eu não acreditando que você só estava comigo por instinto humano, sabe, aquele instinto dentro da gente que diz que não devemos ficar sozinhos? então, você me tratava como um impulso da alma.
É, o MEU impulso fez com que eu lhe mostrasse o quanto você perdeu ao me perder. Depois de algum tempo eu ri ao perceber que quando se perde, realmente é quando começamos a dar valor, pois você insistia em declarar o seu amor por mim em alto e bom tom. E mesmo assim eu joguei tudo fora e percebi que depender de você era apenas uma ilusão que se agrupava aos meu sonhos no meu jardim de tulipas.
Era extrema banalização para tão poucas palavras, era ilusão demais causada por uma só pessoa, e então você a dividia comigo. Você era quem iludia, eu quem acreditava. E assim seguiamos, você estabelecia o jogo, eu seguia todas as regras sem vacilar.
Você me protegia de tudo, do mundo, mas isso não bastava.. isso nunca bastou! Eu sentia o amor me absorver cada vez mais, mesmo sabendo que não deveria acreditar nas suas imensas palavras falsas. E mesmo estando comigo você não disfarçava sua plena dedicação a outras mulheres, algumas mais lindas do que eu, outras mais loiras, outras mais morenas e outras menos dependentes. O meu olhar, o meu corpo, o meu coração dependia de você!
Seus beijos poderiam me matar se fossem realmente verdadeiros. Eu sei que se você me amasse tanto quanto eu te amava, tudo iria ficar bem pra mim, e quem sabe você se sentisse feliz por estar comigo sempre ao seu lado!
Enquanto eu sonhava entre as tulipas do jardim, você desacreditava em tudo, em mim! Porém mesmo eu não acreditando que você só estava comigo por instinto humano, sabe, aquele instinto dentro da gente que diz que não devemos ficar sozinhos? então, você me tratava como um impulso da alma.
É, o MEU impulso fez com que eu lhe mostrasse o quanto você perdeu ao me perder. Depois de algum tempo eu ri ao perceber que quando se perde, realmente é quando começamos a dar valor, pois você insistia em declarar o seu amor por mim em alto e bom tom. E mesmo assim eu joguei tudo fora e percebi que depender de você era apenas uma ilusão que se agrupava aos meu sonhos no meu jardim de tulipas.
Mariana Dandara e Letícia S! ;*

Recebi de confusões de uma mente, muito obrigada!
Repasso para: o alcance da promessa , para descasos e delírios , e para identidades fragmentadas.

Recebi de confusões de uma mente, muito obrigada!
Repasso para: o alcance da promessa , para descasos e delírios , e para identidades fragmentadas.
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