r Tati B.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
;a primeira vez.
r Tati B.
;no escuro.
Só sei que agora eu vou tomar um banho, vou esfregar a bucha o mais forte possível na minha pele e vou me dizer pela milésima vez que essa foi a última vez que vou ficar sem entender nada.
Mas aí, daqui uns dias, igual faz há uns cinco ou seis anos, você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esseamor. Me querendo no escuro.
E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.
(Tati Bernardi)
quarta-feira, 25 de junho de 2008
;é normal a tentativa do tudo refletir você.
“O que é isso?” Um prefácio, um desperdício de tempo. Talvez, dependendo do teu ponto de vista (isso se você quiser ver). O que você chama de “isso” são apenas mais dolorosas palavras de amor e nada mais. Amor preso, que engulo diariamente junto com cada lágrima, cada dor, cada tua palavra indigesta que tive que digerir, cada palavra que ficou a ser dita e eu não disse por tua falta de vontade em ouvir.Os minutos tornaram-se intermináveis. É difícil não poder estar junto do que realmente eu preciso. Vejo as fotos de antes, com todo aquele ar de felicidade. Não a sinto mais, mas sei ainda reconhecer a tal da felicidade ao ver cada foto nossa. Aquelas canções que trazem a tona os momentos onde o tudo se tornava apenas algo aleatório perto de nós. Ali, havia aquele sentimento que o sempre existia. Cada lugar tem um pedaço teu e meu.Por você, tentei ser a melhor, pois eu estava ao lado do melhor. Mesmo longe de ti, aprendi a esconder todo sofrimento por você. Escondo tudo em textos da madrugada e nas conversas (seriam melhores definidas por monólogos) com um simples travesseiro, que torna-se descanso pra todo meu desabafo. Me sinto congelando por dentro. Tento proteger meu interior com o velho cobertor, que sempre chama teu nome para ocupar um grande vazio que há aqui. Minha lâmpada queimada há dias e não consigo mais iluminar os lugares por onde sigo. Não vejo como reverter isso sozinho e nem como outra pessoa possa fazer o mesmo. Você, apenas você. Meu verbo, minha crase, minha virgula, minhas onomatopéias, minhas fracas metáforas, é normal a tentativa do tudo refletir você. Amor preso, mas não negado. Queria apenas não ter que esconder isso e te dar o mundo que você merece e que eu sempre tentei te dar.
(Rafael Unger)
terça-feira, 24 de junho de 2008
;e você continua indo embora..
(Tati Bernardi.)