“O que é isso?” Um prefácio, um desperdício de tempo. Talvez, dependendo do teu ponto de vista (isso se você quiser ver). O que você chama de “isso” são apenas mais dolorosas palavras de amor e nada mais. Amor preso, que engulo diariamente junto com cada lágrima, cada dor, cada tua palavra indigesta que tive que digerir, cada palavra que ficou a ser dita e eu não disse por tua falta de vontade em ouvir.Os minutos tornaram-se intermináveis. É difícil não poder estar junto do que realmente eu preciso. Vejo as fotos de antes, com todo aquele ar de felicidade. Não a sinto mais, mas sei ainda reconhecer a tal da felicidade ao ver cada foto nossa. Aquelas canções que trazem a tona os momentos onde o tudo se tornava apenas algo aleatório perto de nós. Ali, havia aquele sentimento que o sempre existia. Cada lugar tem um pedaço teu e meu.Por você, tentei ser a melhor, pois eu estava ao lado do melhor. Mesmo longe de ti, aprendi a esconder todo sofrimento por você. Escondo tudo em textos da madrugada e nas conversas (seriam melhores definidas por monólogos) com um simples travesseiro, que torna-se descanso pra todo meu desabafo. Me sinto congelando por dentro. Tento proteger meu interior com o velho cobertor, que sempre chama teu nome para ocupar um grande vazio que há aqui. Minha lâmpada queimada há dias e não consigo mais iluminar os lugares por onde sigo. Não vejo como reverter isso sozinho e nem como outra pessoa possa fazer o mesmo. Você, apenas você. Meu verbo, minha crase, minha virgula, minhas onomatopéias, minhas fracas metáforas, é normal a tentativa do tudo refletir você. Amor preso, mas não negado. Queria apenas não ter que esconder isso e te dar o mundo que você merece e que eu sempre tentei te dar.
(Rafael Unger)
'(...)minhas onomatopéias(..)' vc que escreveu amor? tá lindo meu deus *--*
ResponderExcluircoloquei meu blog pra não deixar ngm comentar, mas sempre vou ler aqui ok? :D
Boa Sorte no blog minha gata :*
eu te amo!