quarta-feira, 3 de junho de 2009

Bread - Lost withut your love



Nossas vidas foram definitivamente separadas. Hoje me resta um pouco de insegurança e uma boa dose de medo. Você se afasta e se aproxima. Me mantém como leitora de seus versos em que eu, aparentemente, sou a personagem.
É difícil enxergar todo um passado e ter por perto apenas um futuro incerto. Mas ter você assim, é confortante, é seguro.
Você sempre foi minha valvula de escape e sempre foi tudo tão injusto contigo. Quando tudo estava e dava errado, quando nada parecia fazer sentido e as peças do meu quebra-cabeça não se encaixavam, era você. Quando eu já não podia mais chorar, implorar, desejar que tudo fosse apenas mais um dia ruim, era você. Quando tudo estava a ponto de se perder, era você. Era e sempre foi você. Era você quem permanecia quando todo o resto havia ido embora, era você quem sempre esteve completamente disposto a colocar no meu rosto o meu melhor sorriso; era você que gostava de mim verdadeiramente, e nunca esteve ocupado para demonstrar tal coisa. Era você e eu não enxerguei. E ainda é você, para minha sorte e talvez para o seu azar. E pode até parecer ridículo você se submeter a continuar ao meu lado, mas você parece não se importar, e permanece.


Mariana Dandara.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Teatro Mágico - O Anjo Mais Velho



"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"


O Teatro Mágico.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

“é grave força-se a ser igual: provoca neuroses, psicoses, paranóias. É grave querer ser igual, pois isso é forçar a natureza, é ir contra as leis de Deus – que em todos os bosques e florestas do mundo, não criou uma só folha igual a outra. Mas você acha uma loucura ser diferente, e por isso escolheu Villete* para viver. Porque, aqui, como todos são diferentes, você passa a ser igual a todo mundo.”


Veronika decide morrer – Paulo Coelho
*nome de um famoso hospício na Eslovênia.

sábado, 23 de maio de 2009

Daqui a pouco já não fará mais sentido, já não existirão motivos para que nós continuemos, assim, como estamos. Daqui a pouco já não dá mais para voltar atrás, para recuperar e não deixar escapar o que um dia perdemos. Daqui a pouco eu já não serei o que você quer, e você não saberá mais me fazer sorrir em dias nublados. Daqui a pouco é tarde demais, mas isso tudo é entre eu e você.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Talvez Vinicius de Moraes tenha razão de que é melhor viver do que ser feliz. O propósito da vida não é necessariamente a busca da felicidade. É mais interessante na vida a curiosidade, os desafios, o bom combate com as vitórias e as derrotas. A busca de harmonia. A vida é mais uma busca, do que um encontrar."

quarta-feira, 20 de maio de 2009

'Todos são arquitetos do destino, vivendo nestas paredes de tempo, então não se lamente pelo passado, ele não voltará de novo.'


Henry Wadsworth Longfellow





Selo que recebi da Hosana Lemos. Obrigada! :)
Regras: Postar oito blogs, oito desejos e avisar aos que ganharam o selo por meio de comentário!

- Publicar ao menos um livro.
- Saltar de Asa Delta.
- Cursar a faculdade de Jornalismo.
- Cursar a faculdade de Fotografia.
- Mudar de cidade.
- Comprar uma casa no sul.
- Comprar uma filhote de Golden Retriever.
- Morar sozinha por algum tempo.

Indicados:
http://diadachica.blogspot.com/
http://descasosedelirios.blogspot.com/
http://bonequinhadeseda.blogspot.com/
http://meufuscaquaseazul.blogspot.com/
http://meufuscaquaserosa.blogspot.com/
http://extravasandosemlimite.blogspot.com/
http://segredosesaudades.blogspot.com/
http://vitraisamarelos.blogspot.com/

domingo, 17 de maio de 2009

O salto!

A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.
Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.

Antonio Prata.