terça-feira, 23 de setembro de 2008

ruas vazias de você;


Gosto dessa sensação. De alguma forma o nosso fim me trouxe algo de bom. Já não reconheço todos aqueles sintomas de saudades que me consumiam. Nem mesmo as manhãs, que nunca foram as melhores, após sonhos meus onde você teimava em permanecer.
E então você surgia, com aquele seu jeito de encontrar minhas fraquezas para que eu voltasse a reconhecê-las. Afinal, você sempre soube onde elas estiveram, mesmo me conhecendo tão pouco. Suas afirmações me fizeram crer em mentiras, suas mentiras. Algo que deveria pertencer somente a você, mas que mesmo assim nunca foram mantidas contigo, passando a ser tão minhas quanto suas.
Então eu parei de esperar que, num desvio do destino, você me dissesse qualquer coisa que me fizesse entender, pois eu não entendia. Entender todos os teus motivos que te faziam me pedir para te esperar, e todos os meus motivos que faziam com que eu te esperasse.
Eu já posso enxergar onde foi que eu errei, e enxergo seus erros também! Acontece que um dia minha vontade chegou ao fim, aquela de te explicar que você errava, me magoava, mas eu te amava. E que por mais que eu acreditasse que era um sentimento recíproco, você sempre foi ocupado demais para demonstrá-lo. E então, eu apenas fiz o que você tanto me mostrou, apenas segui o caminho que você me ensinou a seguir. E não vou voltar atrás, nem ao menos parar em qualquer esquina para te pedir para voltar.


Mariana Dandara!


“ por você parei meu tempo, e por mim te deixo no passado ”


sábado, 20 de setembro de 2008

já não importa mais!

O coração contra a razão não me importa, a confusão que por vezes é criada por mim não me importa, o julgamento dos outros quanto a isso não me importa. E você, me importa menos ainda!
Não existe querer manter esperanças, acreditar em palavras que o vento leva, ou até mesmo criar algo para crer, algo inexistente; te usar como uma desculpa mal contada para se ganhar tempo, para pensar mais, questionar mais, e por conseqüência, se perder mais. Tento chegar a conclusão sobre o que eu vi em você, e no fim, acredito que nada. Era apenas uma reconstrução diária, eu te moldava, eu me iludia.
Toda aquela parte sua que um dia esteve em mim, chegou ao fim. Como tudo que um dia começa acaba, você acabou para mim! Não que eu tenha escolhido assim, se alguém transformou meus sentimentos, esse alguém foi você. E se existe culpa, quem a merece sou eu, fui eu quem errei em um dia ter permitido que você fosse mais do que um desconhecido para mim!

'Algo em nós morreu e eu não posso esconder'


Mariana Dandara;

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

o amanhã pode nunca chegar;

Nos últimos dias, questionamentos me invadem sem ao menos bater a porta para perguntar se os aceito. Existem dúvidas interligadas em minha mente, e certezas que não param de me enlouquecer. Porque praticamos muitas vezes o incorreto, mesmo tendo total consciencia que as consequencias não serão as melhores? Porque esperamos para mudar ou bagunçar a vida de alguém amanhã, se podemos o fazer hoje?
É sempre assim, como se existisse uma força maior, que por vezes me fizesse crer que o melhor é deixar para depois, planejar mais, para não cometer erros maiores, ou simplesmente não comete-los. Mas por fim, chego a conclusão, de que o medo de errar nos transforma em erros.
Não demonstramos o que sentimos, por medo de perder o que nunca possuímos. Não retiramos nossos planos do papel, por acreditar que no próximo amanhecer seu aperfeiçoamento nos seja útil. Não nos desligamos do passado, por medo de viver o presente e imaginar o futuro, tão imprevisível.
É necessário perder tempo com idiotices, rir de você e dos outros, preservar o brilho do olhar de uma criança intensamente vivo em nós mesmos. Começar a valorizar a simplicidade, pois é ela que traz com o vento aquilo que tanto buscamos e julgamos ser difícil: a felicidade. Aquela que não possui absolutamente nenhuma fórmula para ser encontrada, ela se mantém escondida em lugares por vezes tão próximos, outras tão distantes: dentro de nós.


Mariana Dandara;

terça-feira, 16 de setembro de 2008

a letra permanente;

Era fim de ano, e nada era capaz de fazer notar que algo poderia acontecer para me provar que era alí exatamente onde eu deveria estar, até você inverter as condições e consequencias, virando meu mundo de pernas para o ar.
Você me fez ver o que meus olhos, inutilmente, eram incapazes de enxergar, me mostrando o que existia além do que eu reconhecia. Porém, como tudo que houve após você, nosso passado ocorreu de forma temporária. Curto o suficiente para gerar minhas ilusões, baseadas em meu futuro incerto.
Decidi seguir sem ter exatamente aonde ir, fingir que nunca te conheci, utilizando a indiferença como minha valvula de escape. Prometi não permitir que detalhes me fizessem 'ver' algo de você em lugares improváveis, tal como a letra inicial do seu nome que se encaixava em qualquer palavra, parecendo me perseguir.
O tempo passou, e o prometido não ocorreu. E esse possível rompimento de uma promessa que fiz a mim mesma, surge para me mostrar que aquele noite que eu te conheci, acredito que jamais irei deletar de mim.


Mariana Dandara;

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

;um novo começo.

Era provavelmente o nosso último dia, pela ultima vez permitir que minhas mãos possuíssem o teu perfume. Seus braços me faziam girar, com os pés suspensos do chão, eliminando qualquer vestígio de tristeza que a nossa despedida me causava.
Você foi meus olhos quando eu não era capaz de enxergar, impedindo o fim dos meus sorrisos, sempre determinado pelo inicio de todas as lágrimas. E era a sua presença o que me confortava, era em seu abraço que eu encontrava a minha paz.
Todas as oportunidades para repetir a felicidade que você me proporcionava foram roubadas de mim sem que eu pudesse evitar, sem que pudessemos praticar alguma mudança favorável a nós. Me permitindo guardar apenas um pedaço teu, um fragmento do pouco que vivemos, as recordações perdidas em minha mente desse passado tão presente.

" a amizade é um amor que nunca morre .. "
Mariana Dandara;

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

;a minha mancha amarela na madeira da porta.

Depois de você, tudo parou em uma fotografia da gente, do tempo em que eu não me preocupava em tentar voltar atrás para que você ainda fosse meu. E então eu fui embora, guardando todas as frases feitas, toda aquela necessidade de te dizer tudo, sem saber por onde começar e como o fazer.
Eu poderia me arriscar, modificar meus planos, ou até mesmo dizer qualquer coisa maluca, por saber que sempre você iria me pegar antes que eu caísse no chão.
Por todo esse tempo a porta permaneceu fechada atrás de mim, com todas suas lembranças, canções e sorrisos. O passado é só o futuro com as luzes acesas, e isso me traz medo, pois não quero que tudo se repita para nós.
O seu retorno abalará meu coração, que é todo cheio de você, na verdade eu ainda sou toda cheia de você. E é incrivel como a minha camiseta favorita tem mais o seu cheiro do que o meu, me banalizando cada dia mais com recordações que se apresentam em uma sequência dinâmica e dolorosa dentro de mim.
Mas mesmo assim, busco acreditar que todo aquele cenário que você me permitiu enxergar era real, e não apenas mais uma de suas mentiras, seus erros simulando minhas verdades, gerando minhas ilusões.
Penso e logo não durmo, minha insônia, meu cansaço, meu choro, minha saudade, minha dor.. tudo pertence a você! Exceto minha bolsa, aquela grande e amarela que você insultava sempre, e foi ali que guardei meus lenços molhados, minhas mágoas e minha felicidade. Porém hoje eu tomei a decisão de colocá-la no lixo, junto com o meu amor por você e com aquela porta que a algum tempo atrás eu temia em abrir.


Mariana Dandara e Letícia S. ;*

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

;desligada de você, até quando eu aguentar.

Nada mais é real, e o tempo ainda não apagou todas as recordações que você deixou comigo, apenas manteve intacto em mim um pouco de você. E eu continuo tentando jogar tudo fora, esquecer que o seu para sempre é completamente inverso ao meu.
Já deixei de olhar nossas fotografias, que buscavam em minhas memórias perdidas o efeito que a proximidade de sua respiração me causava, em um tempo que seu sorriso me pertencia, algo que ficou para trás, um passado quase inexistente.
E eu ainda busco as respostas para as perguntas que você criou, aquelas que você não soube responder, e abandonou. Tento juntar os pedaços irreconheciveis de mim, de tudo o que me restou, mas no fim eu sempre acabo em você, me perguntando o porque eu me engano fingindo te esquecer.
Não faz mais sentido acreditar no mesmo roteiro de sempre, em suas mentiras, que com tamanha repetição, se tornaram meias verdades. Ultimamente apenas desejo que você não seja nada além de um desconhecido, alguém que eu possa me desligar.


Mariana Dandara;